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O lab. COTIDIANO DESVISTO é conduzido por Maysa Carvalho e foi criado a partir da demanda de participantes da oficina POÉTICA DA MATÉRIA - entre corpo e objeto que gostariam de dar continuidade às investigações iniciadas na atividade. O Lab. tem como objetivo promover um espaço contínuo e coletivo de aprofundamento na pesquisa e criação na relação entre corpo, objeto e espaço residencial.

Esta atividade é restrita às pessoas que já fizeram a oficina POÉTICA DA MATÉRIA- entre corpo e objeto.

Se você já cursou saiba que o lab. está aberto para entrar quando quiser!

segunda-feira
10h30 às 11h40

Quer entrar?? Entre em contato.
poeticadamateria@gmail.com

+55 (61) 9 9208 9573

participantes

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Beatriz Rezende Falcon

Bia é de São Paulo e agora vive em Florianópolis. É formada em Ciências Sociais por curiosidade e vontade de ser e fazer melhor. Trabalhou em muitas áreas diferentes, mas desde que pode se lembrar, o seu corpo é (existe) de um jeito só:  sente muito, reverbera, dança, expressa, olha, cheira, performa e expande com a arte, e por isso recheou sua vida com cursos e laboratórios de dança e teatro. 

A forma (pronuncia-se fôrma ou fórma) é mãe, avó, família, limite, recipiente, possibilidade, transformação, café da tarde de domingo, calor, bolo e avental de renda. Minha mãe segura  uma forma redonda. Minha avó segura uma forma redonda. Minha mão é tão parecida! Eu vejo as veias saltadas quando seguro a minha forma redonda, a que eu acabo sempre escolhendo dentre as opções do meu guarda-roupas. Será que meu pé entra nessa forma que foi feita para bolos? Objeto-documento das existências de mulheres que batalham muito e ainda assim assam muitos bolos.

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Ricardo Malveira

Ator, Artista da cena e Artista visual; Brincante Catopê no Congado Montes Claros/MG; Prof. de Teatro – UFT/Palmas – TO; Mestre e Doutor em Artes Cênicas/UFBA; Pesquisador; Produções no campo da Etnocenologia; Processos híbridos de cena; Visualidades; Pedagogia da Máscara.

O Cotidiano Desvisto é um espaço para o meu interesse na prática artística de pesquisa com objetos cotidianos, ritualísticos e suas dimensões narrativas. No agora do laboratório, estou em diálogo com cartas que foram das minhas mães. O processo criativo em curso resulta da performatividade de experiências com a materialidade destes manuscritos que vibram memórias, imaginários e subjetividades. Meus desvistos desdobram-se em imagens e cena audiovisual inicialmente que nascem de encontros movidos pelo feminino, a alteridade e autoconhecimento.

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Beatriz Mota

Nascida emTaguatinga (DF), é formada em Artes Cênicas - UnB, pesquisa a criatividade e o Teatro de Formas Animadas. Também participa do Grupo de pesquisa LATA – Laboratório de Teatro de Formas Animadas - UnB. Para ver e desver algo é necessária a presença, estar presente. Isso me encanta. Acredito também que grande parte da beleza e potência da vida estão nas coisas ordinárias do cotidiano, ninharias que muito podem nos revelar.

 

A kalimba
Enferrujada, algumas rachaduras, por elas entra a luz. A força que pulsa na fragilidade. Um círculo, vários círculos, mudança constante, ancestralidade, calmaria no meio do caos, poeira, ritmo, ar, criação. Diferentes ângulos, o que eles revelam? 

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Lotus Reuben

Multiartista nascida na floresta, facilitadora de grupos, ativista, agrofloresteira e mãe. Pedagoga (PUC-SP/2006) atuando desde 2004 como arte educadora e nos movimentos sociais. Circulou com o espetáculo “A Benzeção da Terra” com a Cia Alegrís entre 2015 e 2018 em comunidades do Cerrado, Pantanal e Amazônia na democratização do acesso ao teatro. Participa de cortejos, cabarés de palhaças, saraus e curtas metragens. Desde 2018 atua na Rede Catarina de Palhaças.

 

Me vi sem vontades ou atividades, cabendo apenas a poesia. Demitida na pandemia, tendo espaço para experimentar o corpo e objetos nos encontros semanais. Foram feitos muitos exercícios e experimentações de criatividade e expansão do olhar sobre os objetos, o espaço e a interação no ambiente. Mesmo virtual, teve muita presença, escuta e cumplicidade entre as pessoas do Lab. 
Escolhi um Colar de Miçangas que é fora do padrão, parece uma guia, objeto de proteção, feito a mão pela filha. Conta a conta, história ancestral. Pra onde essa trilha me leva?

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